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17/03/2009

Governo apresenta o primeiro mapa sobre a presença indígena no Paraná

O documento mostra a localização das 22 áreas indígenas demarcadas e incluindo as oito áreas indígenas não-demarcadas, além de seis territórios ocupados por famílias dispersas. Ao todo, as áreas indígenas demarcadas no Paraná totalizam quase 90 mil hectares, o que representa apenas 0,5% do território paranaense, sendo. Segundo dados do último censo do IBGE, no Paraná são 32 mil indivíduos que se identificaram como índios, das etnias Caingangue, Guarani e Xetás, sendo que aproximadamente 14,5 mil vivem em aldeias.

O mapa estará disponível, inicialmente, no endereço do ITCG na internet (www.pr.gov.br/itcg) que em arquivo PDF permite a impressão em todos os tamanhos. A atualização do mapa será feita anualmente ou no momento em que se justificar, como, por exemplo, em caso de evoluções no processo de demarcação de terras, mudanças ou migrações de ordem histórico cultural comuns entre os povos indígenas que habitam o Paraná.

De acordo com o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Rasca Rodrigues, o mapa indígena é importante para orientar as políticas de inclusão das comunidades em ações sócio-ambientais. "Além disso, com o mapa indicativo é possível detectar as famílias dispersas e problemas por elas enfrentados. O princípio da inclusão indígena se baseia em informações fiéis da sua presença no Estado. Nesse sentido, temos acompanhado, por meio do ITCG, as demarcações de terra mesmo sendo de responsabilidade da União, mas que nos auxiliaram no levantamento de dados para o desenvolvimento dos mapas e de políticas de inclusão", declarou o secretário.

O presidente do Instituto de Terras, Cartografia e Geociências (ITCG), José Antonio Peres Gediel, lembrou que desde a "recriação" do Instituto os técnicos têm priorizado trabalhos voltados às comunidades mais carentes e regiões de baixo Índice de Desenvolvimento Humano.

"É um trabalho fundamental para a sociedade indígena e também para a sociedade não-índia, pois reabre as discussões sobre o processo de ocupação territorial no Paraná, mostrando que os mais antigos habitantes do Estado -antes da chegada dos europeus, hoje estão limitados a pequenas áreas de terra", destacou Gediel.

EDUCAÇÃO Para o indigenista e coordenador de Assuntos Indígenas da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Edívio Battistelli, a elaboração de mapas trará benefícios culturais e educacionais também para a sociedade não-índia.

"O trabalho com os mapas nas escolas, por exemplo, permite que a sociedade em geral conheça e compreenda as tradições indígenas e onde vivem estas comunidades atualmente. A falta de informação, muitas vezes, gera a indiferença entre povos culturalmente distintos e, infelizmente, ainda existem paranaenses que desconhecem a presença indígena no Estado. Por isso, este trabalho da Secretaria do Meio Ambiente é tão necessário", ressaltou Battistelli.

Segundo o indigenista, o governo tem trabalhado no sentido de garantir a inserção social dos povos indígenas com respeito à sua diversidade cultural. "Por este motivo temos nos concentrado em criar as políticas públicas voltadas à integração e a inserção dos índios na sociedade, respeitando sempre às diferenças culturais de cada etnia", destacou Battistelli. Como exemplo, ele cita o fim do déficit habitacional indígena com a construção de casas, que seguem a cultura e as tradições das famílias Kaingag e Guarani.

"Além disso, garantimos o vestibular diferenciado nas Universidades Públicas Estaduais, a inclusão dos índios no Programa Luz Fraterna e Tarifa Social da Sanepár e Leite das Crainças, ICMS Ecológico - repassado aos municípios que tem áreas indígenas, incentivo agrícola com fornecimento de sementes e corretivos agrícolas, apoio ao artesanato e doação de mudas para recuperação da mata ciliar", enumerou Battistelli.




Fonte: AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS, Quarta-feira, 29 de agosto de 2007
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